• Sabrina

Bardonecchia: trilhas, museus, vilarejos e os alpes na fronteira com a França (Parte 2: no verão)

Na primeira vez que visitei Bardonecchia era inverno e eu relatei a experiência aqui sobre esse lugar muito procurado para esquiar: é fácil de chegar, linda e barata comparada com outros destinos nevados. Eu voltei à cidadezinha no verão para explorar trilhas e outras belezas naturais, e para fazer a loucura de atravessar a fronteira com a França caminhando.



A descoberta de Rochemolles


A primeira parte da aventura foi descobrir por acaso o vilarejo de Rochemolles, uma das maiores surpresas dessa viagem, e o que eu vi e ouvi ali me tocou profundamente. Eu fiz um relato especial que está aqui com a história e a localização. Trata-se de um vilarejo abandonado que aos poucos está sendo reconstruído pelos filhos dos habitantes originais, e fica no final de uma trilha imperdível.


Para lá de Rochemolles a estrada continua, e a 5 km depois tem a região de Diga, onde está o Lago di Rochemolles. Eu não consegui alcançar o lugar antes de escurecer e tive que voltar. Mas se planeje e vá se puder. Dizem que a paisagem é ainda mais bonita do que a vista do próprio vilarejo.


O Forte Bramafan


A segunda meta dessa aventura era explorar o Forte Bramafan, um museu que fica no alto de uma colina a 10 minutos de caminhada do centro da cidade. Como eu disse no instagram, a minha surpresa é que aqui tem 2 passeios em um só: uma trilha e um museu. A gente leva 10 minutos para chegar na colina, saindo pela rua à esquerda da estação de trem, mas leva mais uns 30 minutos para subir essa trilha.


Eu não fazia ideia dessa trilha, embora seja previsível que um forte deva estar em um lugar alto. Infelizmente ele estava fechado por causa da epidemia, e eu só pude percorrer os muros externos. Eu já falei sobre o contexto histórico do forte aqui, e foi isso que mais instigou a minha curiosidade.


Depois desses dois dias de exploração, segui caminho em direção à fronteira francesa.


Caminhando pela fronteira com a França


Bardonecchia fica a poucos quilômetros da cidade francesa de Névache, e essas duas cidades dividem a Valle Stretta (italiano) ou Vallée Étroit (francês). É uma caminhada de 7 ou 8 km morro acima, no asfalto. Às vezes a gente divide espaço com os carros, mas o tráfego vai diminuido e logo surgem trilhas para caminhantes. Eu fiquei surpresa com a quantidade de pessoas caminhando e pedalando ali ao meu lado.


Essa aventura também é narrada nesse outro texto aqui onde dou detalhes de como foi e o que fazer. Não existe qualquer controle na fronteira e as duas cidades são igualmente frequentadas por pessoas dos dois países.


Gastos para um fim de semana em Bardonecchia


Depois da pandemia não foi difícil encontrar valores razoáveis para hospedagem. Consegui me hospedar por 50 EUR ao dia no Hotel Bellevue Chalet e deixo aqui a minha recomendação (não é publi). É um hotel familiar simples e aconchegante, e eu só ressalto que ele está do outro lado do centro da cidade, e não tem restaurantes ali por perto (a não ser o do próprio hotel).


Em geral, refeições completas para uma pessoa ficam em torno de 20 EUR ou menos (com bebida e sobremesa), mas eu comprei comida no mercado para fazer piquenique nas trilhas. O café com croissant custa uns 2.70 a 3.00 EUR. E as passagens de trem de/a Torino, 7.20 EUR cada trecho.


Bardonecchia conquistou meu coração e eu quero muito estimular a visita de pessoas responsáveis e respeitosas para reerguer o turismo local depois da pandemia. A paisagem natural repeleta de pinheros verdes e cercada pelas geleiras é única, e peço para que você não vá se não for para ajudar a cuidar.

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