• Sabrina

Comida e as tradições culinárias são importantes para a sustentabilidade: salve o mundo comendo

Atualizado: Abr 24

Estamos em clima de Páscoa, e você já se perguntou o quê o chocolate tem a ver com essa tradição?


Ou talvez você já tenha pensado em fazer um turismo gastronômico. Se já fez, tenho certeza que gostou e quer repetir. Pois aqui tem algumas informações importantes que você precisa conhecer antes da próxima experiência.


Não é só de chocolate e páscoa que vamos falar, mas da importância da comida para as culturas e, portanto, para a sustentabilidade. E como você vai começar a promover a sustentabilidade COMENDO.



Já comentamos algumas vezes aqui que a sustentabilidade não é só sobre preservação do meio ambiente, mas de economia e sociedade também. Aliás, se você ser uma olhada rápida nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (os ODS), vai ver que a maioria tem por foco principal a promoção de bem estar e justiça social.


Os ODS promovem a valorização das culturas e das tradições que compõem a identidade cultural de um povo. E quem vai negar que a culinária local é um dos elementos mais importantes de uma cultura?


Também já falamos aqui que comer de forma autêntica é uma forma de valorização cultural, e quando estamos viajando, é uma maneira muito genuína (e deliciosa) de promover a sustentabilidade. Leia de novo sobre isso antes da próxima viagem.


O que comida tem a ver com sustentabilidade? Muita coisa.


Primeiro, vou te apresentar o conceito de Slow Food, que é um movimento para fazer oposição ao Fast Food: valorizar a comida local, tradicional, feita com ingredientes e mãos da região onde foi criada e onde a sua tradição é preservada. Também nos estimula a considerar a alimentação como uma experiência cultural e portanto, uma forma de fazer sustentabilidade. Foi a minha experiência na Itália que me ensinou isso (leia aqui).


Quando eu falo de promover a sustentabilidade viajando, é disso que eu tô falando, ouviram, viajantes? Visite o site da Slow Food International e veja que trabalho incrível a organização faz fortalecendo comunidades tradicionais ao redor do mundo.


Em segundo lugar, as comunidades tradicionais preservam costumes e a biodiversidade: As pessoas que vivem nesses locais são protetoras do cultivo de ingredientes há muitas gerações (talvez séculos ou milênios). Essas espécies provavelmente são nativas a esse ambiente: conservação da biodiversidade. Esta é uma das metas do ODS #2.


Terceiro: Em comunidades tradicionais todo mundo trabalha, e a distribuição da renda pode ser mais justa entre os trabalhadores. Quando comemos localmente, estamos valorizando e promovendo a preservação de tradições culturais que geram renda para as pessoas locais. Você já deve ter visto campanhas estimulando as pessoas a comprarem ovos de páscoa de artesãos e pequenos empreendedores em vez daqueles de grandes marcas. É disso que estamos falando: descentralizar a renda. Esta é uma das metas do ODS #1 e ODS #10.


Por último: Comunidades locais que preservam tradição alimentar geram baixo impacto e pouca emissão de gás estufa. Se os ingredientes são locais e as mãos que detêm as tradições são locais, então tudo é km0 (ou seja, não dependem de combustível para serem transportadas de outro lugar). Valorizar esses costumes é uma excelente forma de promover atividades que não contribuem com a crise climática.


Por fim, deixo um pedido: avalie. Faça perguntas como "o que o chocolate tem a ver com a Páscoa?" Independente da sua conclusão, adquira esse hábito de questionar a origem e a importância cultural de certas tradições. E não importa se você é ou não um viajante, comece a enxergar a comida como uma conexão com a humanidade e um ato de responsabilidade que pode contribuir com um planeta melhor. Valorizar a comida tradicional é só uma das diversas formas de fazer a sustentabilidade acontecer COMENDO.



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